O Concurso Público Nacional Unificado (CNU), popularmente conhecido como Enem dos Concursos, se prepara para sua segunda edição e, desta vez, traz uma inovação que, segundo o governo federal, promete facilitar a vida dos candidatos.
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) anunciou que o exame usará códigos de barras nos cartões-resposta, eliminando a necessidade de preenchimento manual de bolinhas com caneta preta.
A medida busca evitar problemas registrados na primeira edição do certame, quando candidatos esqueceram de marcar o tipo de gabarito ou de transcrever a frase obrigatória. Toda essa situação acabou gerando um longo período de judicialização da prova.
Uso da tecnologia no CNU
A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, destacou que o novo sistema vincula automaticamente cada prova ao candidato, o que poderia ajudar a garantir segurança e anonimato na correção.
“Não é o nome ou o número de inscrição, mas a máquina consegue ler e garantir que aquela prova pertence àquela pessoa”, explicou a ministra. Ela também indicou que essa mudança pode tornar o processo de correção da prova mais ágil.
No primeiro CPNU, realizado em 2024, os resultados finais demoraram 194 dias para serem divulgados devido a ajustes no processo de seleção. Com a nova tecnologia, a expectativa é de um prazo mais curto. O número exato de dias de espera, no entanto, não foi projetado pelo governo federal ainda.
Edital unificado
Outra novidade é a unificação do edital. Diferentemente da primeira edição, em que os blocos temáticos foram divulgados separadamente, a segunda edição do CNU trará um único edital contemplando todos os blocos, com oito documentos distintos.
O termo de referência para a escolha da banca examinadora deve ser publicado em abril, e as provas estão previstas para o segundo semestre de 2025.
A ministra indicou que a ideia é manter as provas em agosto, por ser um período de menos chuvas no Brasil, reduzindo riscos logísticos.
Vale lembrar que a primeira edição precisou ser adiada por causa das chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul. Mais de 200 pessoas morreram e milhares ficaram desabrigadas. Vários locais de prova foram danificados.
Em tese, o governo federal poderia ter mantido a prova nas outras 26 unidades da federação. Mas para evitar qualquer tipo de judicialização, a decisão final foi por adiar o certame em todo o Brasil.
Existe, portanto, um temor de que esse mesmo cenário se repita em 2025, o que pode acabar gerando um novo desconforto para os candidatos.
Novas carreiras no CNU
A versão 2024 do CNU foi o maior concurso público já realizado no país, com mais de 2,11 milhões de inscritos e 6.640 vagas distribuídas entre 21 órgãos federais.
Para a segunda edição, o MGI confirmou a inclusão de duas novas carreiras transversais:
- Analista Técnico de Justiça e Defesa
- Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico
Essas carreiras são voltadas para profissionais de nível superior e possuem atribuições que podem ser exercidas em diversos órgãos da administração pública federal.

Teremos uma terceira edição em 2026?
Depois de confirmar a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) em 2025, muita gente já quer saber se o governo federal vai aplicar uma terceira edição em 2026. Afinal de contas, a prova vai passar a ser realizada todos os anos, assim como acontece com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)?
Em entrevista, a ministra Esther Dweck foi clara: não haverá edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) em 2026.
Segundo a ministra, essa indicação se explica por causa do calendário eleitoral do próximo ano. Como se sabe, o Brasil vai registrar uma nova eleição presidencial em outubro de 2026.
“Nosso foco agora é fazer uma boa edição em 2025 para que os aprovados possam tomar posse ainda no próximo ano. Para 2026, a previsão é que não tenhamos concurso por causa das eleições”, explicou Dweck.